Praias de Esposende 100% livres de poluição

As Praias de Fão-Ofir e Suave Mar foram consideradas praias “Zero poluição” em 2021. 

O que é uma praia “Zero poluição”?

A partir de dados solicitados à Agência Portuguesa do Ambiente, a Associação ZERO identificou todas as praias que, ao longo das três últimas épocas balneares (2018, 2019 e 2020), não só tiveram sempre classificação “Excelente” como apresentaram também valores zero ou inferiores ao limite de deteção em todas as análises efetuadas aos parâmetros microbiológicos controlados e previstos na legislação.

“Consideram-se três anos por corresponder ao período mínimo habitualmente requerido pela Diretiva 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de fevereiro de 2006, relativa à gestão da qualidade das águas balneares, para se proceder à classificação da qualidade da zona balnear”, explica a Zero e explica o porquê da queda de 68 para 53 praias “Zero poluição” no espaço de um ano.

“Todas as praias classificadas em 2020 têm qualidade da água “Excelente”. Porém, na maioria das vezes, à custa de uma única análise onde foi detetada a presença de microrganismos, mesmo que muito longe do valor-limite, deixaram de poder ser consideradas praias ZERO poluição. Concelhos como Torres Vedras e Angra do Heroísmo tiveram assim um número significativo de praias retiradas da lista (nove e cinco praias, respetivamente)”, explicou a associação ambientalista em comunicado.

A Zero frisa que “é extremamente difícil conseguir um registo incólume ao longo de três anos nas zonas balneares interiores, muito mais suscetíveis à poluição microbiológica”. Ou seja, da lista só fazem parte praias costeiras e uma em zona de estuário, considerada como de “transição”. “Este facto é um indicador do muito que ainda há a fazer para garantir uma boa qualidade da água dos rios e ribeiras em Portugal, o que requer esforços adicionais ao nível do saneamento urbano e das empresas”, sublinha a Zero.

Os ambientalistas informam ainda que uma avaliação da APA – Agência Portuguesa do Ambiente de 2018 mostra mesmo “um decréscimo da qualidade da água numa quantidade significativa das massas de água” face aos dados de 2016.

A monitorização das águas balneares é uma competência legal da APA, no Continente, da Direção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM), nos Açores, e da Direção Regional do Ordenamento do Território e Ambiente (DTROTA), na Madeira.

Sabia mais aqui.

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