Linhas de crédito para o turismo devem ser reforçadas

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital explica que as linhas de crédito dirigidas ao sector do turismo devem ser reforçadas, e passar a enquadrar a resposta das empresas do sector também nas medidas de protecção da saúde para visitantes.

“Vamos reforçar seguramente a linha de apoio à qualificação da oferta, agora dirigindo não apenas para aquilo que era a qualificação da economia circular, da eficiência energética, do ambiente, mas também os apoios à adaptação a um contexto de reforço das medidas sanitárias que as empresas têm de fazer para acolherem os seus hóspedes ou visitantes – mas também a própria área de tesouraria e de fundo de maneio”, afirmou o governante.

Siza Vieira asseverou, ainda, que os sectores ligados ao turismo serão os mais beneficiados do prolongamento de medidas de apoio, como “o sucedâneo ao regime de lay-off” simplificado, que serão conhecidas esta quinta-feira, para além de “prorrogação das moratórias bancária e um conjunto de apoios do ponto de vista fiscal eu estamos a pensar para um conjunto de empresas”. O Governo vai, ainda, “trabalhar nas operações de capital e quase-capital e reforço nas operações de sale and lease back para as empresas do sector do turismo”.

Do lado da procura, o ministro garantiu que o Verão português não viver apenas do turismo interno, mas também do turismo europeu. Portugal está a discutir o estabelecimento de um corredor aéreo com a Alemanha, havendo negociações iniciadas também com o Reino Unido e a nível da União Europeia. O Governo está, também, a “trabalhar intensamente com as companhias aéreas”, para retoma dos voos de e para Portugal. “Portugal está no radar dos turistas europeus, pelas condições de resistência e pela robustez do ponto de vista sanitária que o seu turismo tem”, atesta.

Pedro Siza Vieira admite que, numa fase posterior, terá de se pensar mais estruturalmente num plano de recuperação do turismo”, mas que a prioridade actual passa por “conquistar o mais possível o pouco turismo que vai haver e reforçar a quota de mercado”. O governante está “absolutamente convencido” que o destino Portugal vai recuperar a sua notoriedade ou até reforçá-la. “Devo dizer que eu e os empresários do sector turístico estamos menos pessimistas do que estávamos há um mês”, conclui.

Fonte: Turisver

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