Empresas preferem manter os funcionários em trabalho remoto

Apesar de o teletrabalho já não ser obrigatório desde 1 de junho de 2020, as empresas continuam a preferir manter os funcionários em trabalho remoto.

Segundo o “Inquérito Rápido e Excecional às Empresas“, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e Banco de Portugal (BdP), na primeira quinzena de junho quase metade das empresas tinha pessoas em teletrabalho. O recurso a este regime continua a ser adotado, sobretudo, pelas grandes empresas: 87% indicou manter os colaboradores em casa.

De acordo com o inquérito, 47% das empresas tinham pessoas em teletrabalho (menos 6 p.p face à quinzena anterior), “sendo que 10% tinham mais de 75% do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar nesse regime”, segundo o INE.

“Por dimensão, a proporção de empresas que reportou pessoas ao serviço em teletrabalho é muito diferenciada”, acrescenta ainda o gabinete nacional de estatísticas. Esta proporção aumenta com a dimensão da empresa, sendo apenas de 21% nas micro empresas e de 87% nas empresas de maior dimensão. Por setor, a percentagem de empresas que referiram pessoas em teletrabalho foi mais elevada na Informação e comunicação (75%) e mais reduzida no Alojamento e restauração (29%).

A nota dá ainda conta de 44% das empresas a reportarem a existência de funcionários a trabalharem com presença alternada nas instalações da empresa devido à pandemia. O recurso à presença alternada cresce com a dimensão da empresa, sendo referido por 26% das micro empresas e por 76% das grandes empresas. Os setores dos Transportes e armazenagem e Informação e comunicação destacam-se no recurso a esta prática, citada por 57% das empresas.

Fonte: AICEP

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