Autarca de Esposende acredita na rápida recuperação da economia local

Presidente da Câmara de Esposende acredita que a economia local tem capacidade para recuperar rapidamente e apela ao contributo da população para o aceleramento dessa retoma.

Sem registos que apontem para o encerramento de empresas ou para o aumento exponencial do desemprego no concelho, pelo menos até agora, o presidente da Câmara de Esposende acredita que o seu território conseguirá recuperar rapidamente da situação de crise causada pela pandemia.
No programa ‘Da Europa para o Minho’, Benjamim Pereira recordou que em Fevereiro o concelho tinha uma taxa de desemprego de 4,2%, não tendo até ao momento dados que apontem para um agravamento exponencial dessa estatística.


A autarquia tem feito o seu papel na dinamização económica e o edil pede às pessoas para que ajudem a desenvolver a economia local e uma boa forma de fazer isso é, por exemplo, frequentar a restauração.
Numa época em que se vivem os santos populares, o autarca desafia a população a ir aos restaurantes locais para comer as típicas sardinhas assadas e outras iguarias típicas da época.
“Até agora estivemos concentrados no combate à pandemia, e mantemo-nos atentos, mas agora a nossa grande batalha é a recuperação económica”, explicou Benjamim Pereira, na conversa com o eurodeputado José Manuel Fernandes e com o director do Correio do Minho e da Antena Minho, Paulo Monteiro.


Esposende tem a situação de pandemia praticamente controlada. Os dados mais recentes disponibilizados pelo Município mostram que até agora o concelho teve 74 casos confirmados de Covid-19, dos quais 64 já estão recuperados, nove estão ainda activos e há um óbito a lamentar.
“Trabalho em articulação, colaboração total com as instituições e disponibilização financeira da Câmara para o que nos foi pedido” — são estes os principais motivos que explicam “o sucesso “de Esposende na luta contra a pandemia, segundo o presidente da autarquia.
Benjamim Pereira realça desde logo que, apesar de Esposende ser um concelho onde muitas pessoas têm segunda habitação, é um território que não sofre com grande densidade populacional. Nota ainda que o trabalho de “muita sensibilização” feito junto da população teve resultados.
“Nós preparamo-nos devidamente para enfrentar a situação e fizemo-lo em articulação através da protecção Civil, envolvendo bombeiros, GNR, autoridade e serviços de saúde, as IPSS. Chamamos todos para trabalhar juntos, com confiança e sem alarmismos”, recorda.
Fundamental foi também o elevado número de testes aplicados, e “aplicados criteriosamente”, explicou. Nos quatro lares do concelho foram testados cuidadores e utentes, assim como nos serviços de apoio domiciliário. Também foram testados os docentes e auxiliares no retorno às aulas do secundário. Forte foi aposta no fornecimento de equipamentos de protecção individual, que a autarquia continua a fazer com critérios rigorosos porque “estas coisas resultam quando são criteriosamente feitas e pensadas para onde são realmente eficazes”.

Fonte: Correio do Minho

Partilhar:

Share on facebook
Facebook
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email